Sinto falta já do tempo que não vou ter,
pra abraçar meus amigos,
pra visitar meus parentes,
pra trocar idéias com meus pensamentos.
O mundo corre rápido demais pro meu cronômetro...
E eu deliro minutos em horas,
vão como grãos os segundos pelas minhas mãos...
queria fotografar a felicidade que sinto, para nunca esquecê-la.
O que vem me assuta, mas se não vem, o que é que tem?
O vazio do esperar, o risco do seguir em frente.
Aprendi a não ter pressa de chegar, e que chegar é o presente,
mas a quem se apoiar? Não ao tempo que corre pra sempre...
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Wild West
Eu queria entender melhor o funcionamento do mundo.
Sempre busquei pontuar ações, reações, momentos. Julguei todos e julguei a mim.
Eu estava a procura de soluções simples, quase como matemáticas, as quais uma vez que eu aprendesse teria o domínio da vida.
Achei muitas vezes que eu tinha o controle daquilo que eu sentia e do que eu viria a sentir, era prático, eu escolheria e assim iria ser. E isso pode parecer arrogância, e talvez seja. Não sei porque cresci com essa prepotência de enquadrar tudo na minha moldura. Por um lado não foi de todo ruim. Realizei grandes coisas por simplesmente acreditar que poderia realizá-las.
Mas essa metodicidade dos dias, esse controle imaginário, isso tudo, percebi não há muito tempo, são pesos inúteis, são leis que limitam nossos caminhos.
Hoje tenho medo, e não me importo. Não acho que isso me enfraquece ou me diminui. Estou assustadissima com tudo a minha volta, com a rapidez com que as coisas podem mudar, com a diferença do meu olhar perante o mundo e seus enigmas, seus mistérios e seus milagres. Não possuo rédea alguma, não estou a frente de nada. Tudo pode acontecer, e isso é Divino.
Vivendo na corda bamba, na espera sem espectativa dos muitos futuros que posso vir a ter.
É uma paz tortuosa, sem aplicações garantidas na bolsa de valores, nem a certeza da quitação das parcelas da faculdade pelos próximos 12 meses, mas é um sentimento que preenche, que faz com que a cada respiração eu me sinta bem em existir, é o risco de existir, é o viver livre.
É caber-se no espaço que nos foi dado, o nosso, de espectadores dessa imensidão de belezas, da vida, sem contas, sem perspectivas e previsões. Eu morro de medo, mas me apaixonei.
Sempre busquei pontuar ações, reações, momentos. Julguei todos e julguei a mim.
Eu estava a procura de soluções simples, quase como matemáticas, as quais uma vez que eu aprendesse teria o domínio da vida.
Achei muitas vezes que eu tinha o controle daquilo que eu sentia e do que eu viria a sentir, era prático, eu escolheria e assim iria ser. E isso pode parecer arrogância, e talvez seja. Não sei porque cresci com essa prepotência de enquadrar tudo na minha moldura. Por um lado não foi de todo ruim. Realizei grandes coisas por simplesmente acreditar que poderia realizá-las.
Mas essa metodicidade dos dias, esse controle imaginário, isso tudo, percebi não há muito tempo, são pesos inúteis, são leis que limitam nossos caminhos.
Hoje tenho medo, e não me importo. Não acho que isso me enfraquece ou me diminui. Estou assustadissima com tudo a minha volta, com a rapidez com que as coisas podem mudar, com a diferença do meu olhar perante o mundo e seus enigmas, seus mistérios e seus milagres. Não possuo rédea alguma, não estou a frente de nada. Tudo pode acontecer, e isso é Divino.
Vivendo na corda bamba, na espera sem espectativa dos muitos futuros que posso vir a ter.
É uma paz tortuosa, sem aplicações garantidas na bolsa de valores, nem a certeza da quitação das parcelas da faculdade pelos próximos 12 meses, mas é um sentimento que preenche, que faz com que a cada respiração eu me sinta bem em existir, é o risco de existir, é o viver livre.
É caber-se no espaço que nos foi dado, o nosso, de espectadores dessa imensidão de belezas, da vida, sem contas, sem perspectivas e previsões. Eu morro de medo, mas me apaixonei.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
evaporar
na garganta preso o meu silêncio arde,
consome salivas vãs
expulsa lágrimas que relutam
mas a dor cede ao afeto,
o coracção nao deixa de sentir,
e o beijo doce é minha sina
é a mágoa do meu nascer do sol
é a saudade,
é meu olhar tornando sob o ombro,
é a vontade de ganhar seu mundo
e eu devo deixar-me evaporar,
na espera perder os minutos,
no desejo desintegrar os sonhos,
apenas estar, para sangrar menos sua falta
falta ser meu.
consome salivas vãs
expulsa lágrimas que relutam
mas a dor cede ao afeto,
o coracção nao deixa de sentir,
e o beijo doce é minha sina
é a mágoa do meu nascer do sol
é a saudade,
é meu olhar tornando sob o ombro,
é a vontade de ganhar seu mundo
e eu devo deixar-me evaporar,
na espera perder os minutos,
no desejo desintegrar os sonhos,
apenas estar, para sangrar menos sua falta
falta ser meu.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
I was naked.
Today in the bath without water. my body was heavy, my feelings were hurting.
My thoughts were taking bath...there was a lot of reasons to cry, but I didn´t.
I´ve never missed someone that way before.
I´ve never felt the vacuum that way before...
Some things just happen and there is no way to change it.
In the end, all those things go down the drain. Body, thoughts, reasons, feelings, hurt...hopeful...
Coming back to real, the cold needs to freeze my heart...
I don´t wanna live in a dream.
I´ll wear some clothes, protect myself.
My thoughts were taking bath...there was a lot of reasons to cry, but I didn´t.
I´ve never missed someone that way before.
I´ve never felt the vacuum that way before...
Some things just happen and there is no way to change it.
In the end, all those things go down the drain. Body, thoughts, reasons, feelings, hurt...hopeful...
Coming back to real, the cold needs to freeze my heart...
I don´t wanna live in a dream.
I´ll wear some clothes, protect myself.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
In the middle of nowhere.
Sometimes you really wanna do the right thing.
Sometimes this is not possible...
I´m lost now.
I don´t know what I should do.
I wanna keep you closer.
I´m trying get the right way.
How can I make you forget all the things that you lived?
How can I make you look at me and see more than friendship?
How can I do our sunset become true?
I´m looking for...if you find, please, tell me.
I will wait. I always do that.
Sometimes this is not possible...
I´m lost now.
I don´t know what I should do.
I wanna keep you closer.
I´m trying get the right way.
How can I make you forget all the things that you lived?
How can I make you look at me and see more than friendship?
How can I do our sunset become true?
I´m looking for...if you find, please, tell me.
I will wait. I always do that.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Longe dos sonhos.
Meu coração está em prantos,
em meus olhos os ventos são de inverno,
Lágrimas brincam de sangue
rubras bochechas minhas mentem,
em meus olhos os ventos são de inverno,
Lágrimas brincam de sangue
rubras bochechas minhas mentem,
Estou partindo, estou partida...
Nos meus braços embalo minha dor.
Caminho discreto, sem despedia.
Meus colares pesam a solidão...
Não sei a quem arranquei as viceras
Para em sina não viver o amor.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
partida
adeus pequenas gotas.
adeus flautas.
adeus, meu Deus, adeus a mim.
gotas, de orvalho, de lárgimas, de chuva.
flautas, de músicas, de danças, de sons.
eu, de momentos, de alegrias, de solidão.
adeus.
não sei voltar.
estou indo por esse caminho,
desculpem-me as falhas,
perdoem-me meus pecados,
minha dor não quer partir.
por isso, adeus.
à Deus peço paz.
perdoe minha falta de fé.
sou essa sombra que se foi.
orvalho e danças,
meu vazio.
adeus flautas.
adeus, meu Deus, adeus a mim.
gotas, de orvalho, de lárgimas, de chuva.
flautas, de músicas, de danças, de sons.
eu, de momentos, de alegrias, de solidão.
adeus.
não sei voltar.
estou indo por esse caminho,
desculpem-me as falhas,
perdoem-me meus pecados,
minha dor não quer partir.
por isso, adeus.
à Deus peço paz.
perdoe minha falta de fé.
sou essa sombra que se foi.
orvalho e danças,
meu vazio.
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