segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Nunca te fiz nada, delirei.

Sempre sorri pro seus olhares,
sempre brindei suas conquistas.
Ri dos tropeços e visiteis seus becos, ou não.
Nada é certo aqui, nesse sonho, nessas férias de realidade.
Você pode partir, eu posso ir embora.
Mas nos bares, nas esquinas, no meio da multidão...sentirei saudade.
você enche meus dias, nomeia minhas cervejas.
divide meu pensamento.
Enfim.
Que caiam os flócos de neve, que venha o sol do verão, que as missas sejam breves e as insignificâncias eternas.
Que venha o nascer-do-sol, as borboletas em flores, as águas de março...
Não me importam as horas, deixei as razões...quero você aqui, perto, pra escutar comigo essa canção.
Sempre, do curto prazo que me estendo, senti.
Fique, ou voe pro horizonte, eu nos vivi.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

adeus para libertar

Meus dedos ansiavam as letras, mas não sabiam escolhê-las.
Tanta coisa tem me passado pela cabeça...regredi.
Como se eu lesse jornais passados, peguei-me a visitar minhas antigas notícias.
Antigas escolhas, antigos amigos, antigos amores... Estive num museu de mim. Pensamentos me ocorriam e corriam.
Vi as fotografias de quem fui, e relembrei quem esteve comigo. Momentos do passado, que foram meu caminho pro presente.
Não sabia o que fazer com essas lembrancas, carregá-las era estar presa, deixá-las era se perder. O que fomos ou vivemos é o que nos permite ser e viver o que queremos. Como esquecer tudo então, para estar leve, para estar livre, se leve demais voa para o nunca mais?
Foi então que um som tocou meu coração. Coloquei minha vida nas sinfonias de Beethoven, Mozart, Bach. Nos violinos foi-se minha infância, no som das flautas deixei partir meus rancores, nas teclas do piano chorei as felicidades e os arrependimentos.
Nas pausas resgatei meus silêncios e gritei.
Quando a música ganhava velocidade abracei, em sonho, todos os quais senti saudade.
'Um beijo na testa meu bem, o que foi não volta jamais.'
Guardo minhas memórias nessas canções, sei que ali serão eternas mas permitirão-me dançar.
Por isso, adeus.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Tac que não te tic.

Sinto falta já do tempo que não vou ter,
pra abraçar meus amigos,
pra visitar meus parentes,
pra trocar idéias com meus pensamentos.
O mundo corre rápido demais pro meu cronômetro...
E eu deliro minutos em horas,
vão como grãos os segundos pelas minhas mãos...
queria fotografar a felicidade que sinto, para nunca esquecê-la.
O que vem me assuta, mas se não vem, o que é que tem?
O vazio do esperar, o risco do seguir em frente.
Aprendi a não ter pressa de chegar, e que chegar é o presente,
mas a quem se apoiar? Não ao tempo que corre pra sempre...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Wild West

Eu queria entender melhor o funcionamento do mundo.
Sempre busquei pontuar ações, reações, momentos. Julguei todos e julguei a mim.
Eu estava a procura de soluções simples, quase como matemáticas, as quais uma vez que eu aprendesse teria o domínio da vida.
Achei muitas vezes que eu tinha o controle daquilo que eu sentia e do que eu viria a sentir, era prático, eu escolheria e assim iria ser. E isso pode parecer arrogância, e talvez seja. Não sei porque cresci com essa prepotência de enquadrar tudo na minha moldura. Por um lado não foi de todo ruim. Realizei grandes coisas por simplesmente acreditar que poderia realizá-las.
Mas essa metodicidade dos dias, esse controle imaginário, isso tudo, percebi não há muito tempo, são pesos inúteis, são leis que limitam nossos caminhos.
Hoje tenho medo, e não me importo. Não acho que isso me enfraquece ou me diminui. Estou assustadissima com tudo a minha volta, com a rapidez com que as coisas podem mudar, com a diferença do meu olhar perante o mundo e seus enigmas, seus mistérios e seus milagres. Não possuo rédea alguma, não estou a frente de nada. Tudo pode acontecer, e isso é Divino.
Vivendo na corda bamba, na espera sem espectativa dos muitos futuros que posso vir a ter.
É uma paz tortuosa, sem aplicações garantidas na bolsa de valores, nem a certeza da quitação das parcelas da faculdade pelos próximos 12 meses, mas é um sentimento que preenche, que faz com que a cada respiração eu me sinta bem em existir, é o risco de existir, é o viver livre.
É caber-se no espaço que nos foi dado, o nosso, de espectadores dessa imensidão de belezas, da vida, sem contas, sem perspectivas e previsões. Eu morro de medo, mas me apaixonei.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

evaporar

na garganta preso o meu silêncio arde,
consome salivas vãs
expulsa lágrimas que relutam

mas a dor cede ao afeto,
o coracção nao deixa de sentir,
e o beijo doce é minha sina
é a mágoa do meu nascer do sol

é a saudade,
é meu olhar tornando sob o ombro,
é a vontade de ganhar seu mundo

e eu devo deixar-me evaporar,
na espera perder os minutos,
no desejo desintegrar os sonhos,
apenas estar, para sangrar menos sua falta

falta ser meu.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

I was naked.

Today in the bath without water. my body was heavy, my feelings were hurting.
My thoughts were taking bath...there was a lot of reasons to cry, but I didn´t.
I´ve never missed someone that way before.
I´ve never felt the vacuum that way before...
Some things just happen and there is no way to change it.
In the end, all those things go down the drain. Body, thoughts, reasons, feelings, hurt...hopeful...
Coming back to real, the cold needs to freeze my heart...
I don´t wanna live in a dream.
I´ll wear some clothes, protect myself.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

In the middle of nowhere.

Sometimes you really wanna do the right thing.
Sometimes this is not possible...
I´m lost now.
I don´t know what I should do.
I wanna keep you closer.
I´m trying get the right way.
How can I make you forget all the things that you lived?
How can I make you look at me and see more than friendship?
How can I do our sunset become true?
I´m looking for...if you find, please, tell me.
I will wait. I always do that.