Meu silêncio falando por mim.
Mas quando devia calar, falhei.
Disse a um coração em chamas contidas que o amor não mora a espreita, as escondidas.
Que a razão só demora e serve fria, a fatia mais linda e doce da vida.
Falei por cantar alto demais as rimas que se faziam em mim,
Mas não pensei causar em seus olhos tanta culpa e pena de si.
Espera amiga, não é a hora.
Sua história realizar-se-a enfim...
O amor que eu disse outrora talvez seja paixão, chama curta em capim.
Tenha pra si o seu mundo,
Viva a sua vida sim,
Pois sem ti, amor nenhum fica junto
e a eternidade vira um ponto e fim.
quinta-feira, 12 de março de 2009
quarta-feira, 11 de março de 2009
Entregue
Hoje enfraqueci. Cai do alto das torres todas que me protegem. Perdi meus grilhoes, meus alicerces e chorei.
Não houve nada, só abri mão da forca, da convicção.
Tive medo, quis colo, quis ouvir ''estou aqui''...
Abri meus portões de ferro, arranquei meus escudos orgulhosos, fiquei indefesa.
Quero mais é ir na calma, só que meu coração também precisa de amparo... Precisa de alento para acreditar...
Não é sempre que assumo perder as espadas, nem costumo deixar-me perdê-las... Mas as vezes é bom ser a princesa e não o heroi...desesperar-se por nada ao lutar no suor da vitória...ser a espera ao invés de conquistar...
Minha lágrimas teceram meu vestido de brisa, este me concedeu meu perdão. Não há força que dure para sempre.
Não houve nada, só abri mão da forca, da convicção.
Tive medo, quis colo, quis ouvir ''estou aqui''...
Abri meus portões de ferro, arranquei meus escudos orgulhosos, fiquei indefesa.
Quero mais é ir na calma, só que meu coração também precisa de amparo... Precisa de alento para acreditar...
Não é sempre que assumo perder as espadas, nem costumo deixar-me perdê-las... Mas as vezes é bom ser a princesa e não o heroi...desesperar-se por nada ao lutar no suor da vitória...ser a espera ao invés de conquistar...
Minha lágrimas teceram meu vestido de brisa, este me concedeu meu perdão. Não há força que dure para sempre.
sábado, 7 de março de 2009
Uma pausa pra sentir.
Hoje fechei os olhos para o sol. Fechei porque ardiam meus globos oculares, porque seu calor fazia-me suar as pálpebras, porque queimava-me sem a doação da sombra.
Eu fechei os olhos para o sol. Eu, justo eu que tanto o consagro, o venero, o vigio.
E rejeitando os raios pelos quais rezo, renegando as explosões dos átomos em plena dança e arte, pensei ser ingrata. Senti tristeza por não amar ao sol incondicionalmente, senti falta de desejá-lo.
E sofrendo um pouco assim, sem jeito, na luz escura que surgiu entre o sol e meus pensamentos deixei-me caminhar na sua ausência. O frescor aliviou-me o cansaço, devolveu-me o vigor. Foi lindo deixá-lo...
As vezes isso acontece. Um dia comum em que o mundo me faz refletir. Somos todos tão pequenos, somos todos que não cabemos no universo. A alma expande, o coração grita estrelas. O meu tem gritado luas...
Mas a noite passa, o destino escreve, o vento leva os abraços e sabemos que tudo ficará bem.
Vai ficar tudo bem meu bem...
Eu fechei os olhos para o sol. Eu, justo eu que tanto o consagro, o venero, o vigio.
E rejeitando os raios pelos quais rezo, renegando as explosões dos átomos em plena dança e arte, pensei ser ingrata. Senti tristeza por não amar ao sol incondicionalmente, senti falta de desejá-lo.
E sofrendo um pouco assim, sem jeito, na luz escura que surgiu entre o sol e meus pensamentos deixei-me caminhar na sua ausência. O frescor aliviou-me o cansaço, devolveu-me o vigor. Foi lindo deixá-lo...
As vezes isso acontece. Um dia comum em que o mundo me faz refletir. Somos todos tão pequenos, somos todos que não cabemos no universo. A alma expande, o coração grita estrelas. O meu tem gritado luas...
Mas a noite passa, o destino escreve, o vento leva os abraços e sabemos que tudo ficará bem.
Vai ficar tudo bem meu bem...
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Cansaço.
Por que me permito ser o tracejado que não se completa?
O rascunho, as colchias, a parte de trás da flecha?
Por que me deixo ser, do quebra-cabeça, a peça extra?
O fantasma da foto, o caule da flor, a sobra da reta?
Por que me engano que ganho quando me calo?
Acho que já não é, só porque não falo?
Por que, e eu insisto, por que?
O que me faz me amar menos que a você?
O rascunho, as colchias, a parte de trás da flecha?
Por que me deixo ser, do quebra-cabeça, a peça extra?
O fantasma da foto, o caule da flor, a sobra da reta?
Por que me engano que ganho quando me calo?
Acho que já não é, só porque não falo?
Por que, e eu insisto, por que?
O que me faz me amar menos que a você?
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Nunca te fiz nada, delirei.
Sempre sorri pro seus olhares,
sempre brindei suas conquistas.
Ri dos tropeços e visiteis seus becos, ou não.
Nada é certo aqui, nesse sonho, nessas férias de realidade.
Você pode partir, eu posso ir embora.
Mas nos bares, nas esquinas, no meio da multidão...sentirei saudade.
você enche meus dias, nomeia minhas cervejas.
divide meu pensamento.
Enfim.
Que caiam os flócos de neve, que venha o sol do verão, que as missas sejam breves e as insignificâncias eternas.
Que venha o nascer-do-sol, as borboletas em flores, as águas de março...
Não me importam as horas, deixei as razões...quero você aqui, perto, pra escutar comigo essa canção.
Sempre, do curto prazo que me estendo, senti.
Fique, ou voe pro horizonte, eu nos vivi.
sempre brindei suas conquistas.
Ri dos tropeços e visiteis seus becos, ou não.
Nada é certo aqui, nesse sonho, nessas férias de realidade.
Você pode partir, eu posso ir embora.
Mas nos bares, nas esquinas, no meio da multidão...sentirei saudade.
você enche meus dias, nomeia minhas cervejas.
divide meu pensamento.
Enfim.
Que caiam os flócos de neve, que venha o sol do verão, que as missas sejam breves e as insignificâncias eternas.
Que venha o nascer-do-sol, as borboletas em flores, as águas de março...
Não me importam as horas, deixei as razões...quero você aqui, perto, pra escutar comigo essa canção.
Sempre, do curto prazo que me estendo, senti.
Fique, ou voe pro horizonte, eu nos vivi.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
adeus para libertar
Meus dedos ansiavam as letras, mas não sabiam escolhê-las.
Tanta coisa tem me passado pela cabeça...regredi.
Como se eu lesse jornais passados, peguei-me a visitar minhas antigas notícias.
Antigas escolhas, antigos amigos, antigos amores... Estive num museu de mim. Pensamentos me ocorriam e corriam.
Vi as fotografias de quem fui, e relembrei quem esteve comigo. Momentos do passado, que foram meu caminho pro presente.
Não sabia o que fazer com essas lembrancas, carregá-las era estar presa, deixá-las era se perder. O que fomos ou vivemos é o que nos permite ser e viver o que queremos. Como esquecer tudo então, para estar leve, para estar livre, se leve demais voa para o nunca mais?
Foi então que um som tocou meu coração. Coloquei minha vida nas sinfonias de Beethoven, Mozart, Bach. Nos violinos foi-se minha infância, no som das flautas deixei partir meus rancores, nas teclas do piano chorei as felicidades e os arrependimentos.
Nas pausas resgatei meus silêncios e gritei.
Quando a música ganhava velocidade abracei, em sonho, todos os quais senti saudade.
'Um beijo na testa meu bem, o que foi não volta jamais.'
Guardo minhas memórias nessas canções, sei que ali serão eternas mas permitirão-me dançar.
Por isso, adeus.
Tanta coisa tem me passado pela cabeça...regredi.
Como se eu lesse jornais passados, peguei-me a visitar minhas antigas notícias.
Antigas escolhas, antigos amigos, antigos amores... Estive num museu de mim. Pensamentos me ocorriam e corriam.
Vi as fotografias de quem fui, e relembrei quem esteve comigo. Momentos do passado, que foram meu caminho pro presente.
Não sabia o que fazer com essas lembrancas, carregá-las era estar presa, deixá-las era se perder. O que fomos ou vivemos é o que nos permite ser e viver o que queremos. Como esquecer tudo então, para estar leve, para estar livre, se leve demais voa para o nunca mais?
Foi então que um som tocou meu coração. Coloquei minha vida nas sinfonias de Beethoven, Mozart, Bach. Nos violinos foi-se minha infância, no som das flautas deixei partir meus rancores, nas teclas do piano chorei as felicidades e os arrependimentos.
Nas pausas resgatei meus silêncios e gritei.
Quando a música ganhava velocidade abracei, em sonho, todos os quais senti saudade.
'Um beijo na testa meu bem, o que foi não volta jamais.'
Guardo minhas memórias nessas canções, sei que ali serão eternas mas permitirão-me dançar.
Por isso, adeus.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Tac que não te tic.
Sinto falta já do tempo que não vou ter,
pra abraçar meus amigos,
pra visitar meus parentes,
pra trocar idéias com meus pensamentos.
O mundo corre rápido demais pro meu cronômetro...
E eu deliro minutos em horas,
vão como grãos os segundos pelas minhas mãos...
queria fotografar a felicidade que sinto, para nunca esquecê-la.
O que vem me assuta, mas se não vem, o que é que tem?
O vazio do esperar, o risco do seguir em frente.
Aprendi a não ter pressa de chegar, e que chegar é o presente,
mas a quem se apoiar? Não ao tempo que corre pra sempre...
pra abraçar meus amigos,
pra visitar meus parentes,
pra trocar idéias com meus pensamentos.
O mundo corre rápido demais pro meu cronômetro...
E eu deliro minutos em horas,
vão como grãos os segundos pelas minhas mãos...
queria fotografar a felicidade que sinto, para nunca esquecê-la.
O que vem me assuta, mas se não vem, o que é que tem?
O vazio do esperar, o risco do seguir em frente.
Aprendi a não ter pressa de chegar, e que chegar é o presente,
mas a quem se apoiar? Não ao tempo que corre pra sempre...
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