Oscilo entre razão e sentimento.
A pressa das minhas vontades, a ânsia digna pela paz, nunca me contento.
Parece que quando sei o caminho o esqueço por todo segundo,
me confundo, me enlouqueço.
É injusto o que não tem portas, mas também o é quem as tem demais.
E fazer o que se ao atravessar a batente eu quiser voltar atrás?
As vezes tenho vontade de me lançar à um vício, não sei qual.
Antes pudesse eu fumar um cigarro para queimar com as suas brasas esses tantos, tolos pensamentos. E então viver mais leve...
Leve com a fumaça que iria pela garganta fria encher meu corpo solitário.
Pensar, pensar, pensar.
Faz de mim escravo das idéias e dores, dores e idéias que ainda não são em verdade idéias e dores mas apenas aspirações do destino, utopias estúpidas.
Minha razão indolente atada pelo meu coração afável, minhas estradas a seguir com minha falta de guia, me dá uma bela ceia de insônia e de ablepsia.
Desejo apenas a imensidão do céu, para reger minha alma mergulhada, entranhada nesse mar de poeta que de tantas lágrimas nunca seca.
domingo, 15 de março de 2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
Conselho arrependido.
Meu silêncio falando por mim.
Mas quando devia calar, falhei.
Disse a um coração em chamas contidas que o amor não mora a espreita, as escondidas.
Que a razão só demora e serve fria, a fatia mais linda e doce da vida.
Falei por cantar alto demais as rimas que se faziam em mim,
Mas não pensei causar em seus olhos tanta culpa e pena de si.
Espera amiga, não é a hora.
Sua história realizar-se-a enfim...
O amor que eu disse outrora talvez seja paixão, chama curta em capim.
Tenha pra si o seu mundo,
Viva a sua vida sim,
Pois sem ti, amor nenhum fica junto
e a eternidade vira um ponto e fim.
Mas quando devia calar, falhei.
Disse a um coração em chamas contidas que o amor não mora a espreita, as escondidas.
Que a razão só demora e serve fria, a fatia mais linda e doce da vida.
Falei por cantar alto demais as rimas que se faziam em mim,
Mas não pensei causar em seus olhos tanta culpa e pena de si.
Espera amiga, não é a hora.
Sua história realizar-se-a enfim...
O amor que eu disse outrora talvez seja paixão, chama curta em capim.
Tenha pra si o seu mundo,
Viva a sua vida sim,
Pois sem ti, amor nenhum fica junto
e a eternidade vira um ponto e fim.
quarta-feira, 11 de março de 2009
Entregue
Hoje enfraqueci. Cai do alto das torres todas que me protegem. Perdi meus grilhoes, meus alicerces e chorei.
Não houve nada, só abri mão da forca, da convicção.
Tive medo, quis colo, quis ouvir ''estou aqui''...
Abri meus portões de ferro, arranquei meus escudos orgulhosos, fiquei indefesa.
Quero mais é ir na calma, só que meu coração também precisa de amparo... Precisa de alento para acreditar...
Não é sempre que assumo perder as espadas, nem costumo deixar-me perdê-las... Mas as vezes é bom ser a princesa e não o heroi...desesperar-se por nada ao lutar no suor da vitória...ser a espera ao invés de conquistar...
Minha lágrimas teceram meu vestido de brisa, este me concedeu meu perdão. Não há força que dure para sempre.
Não houve nada, só abri mão da forca, da convicção.
Tive medo, quis colo, quis ouvir ''estou aqui''...
Abri meus portões de ferro, arranquei meus escudos orgulhosos, fiquei indefesa.
Quero mais é ir na calma, só que meu coração também precisa de amparo... Precisa de alento para acreditar...
Não é sempre que assumo perder as espadas, nem costumo deixar-me perdê-las... Mas as vezes é bom ser a princesa e não o heroi...desesperar-se por nada ao lutar no suor da vitória...ser a espera ao invés de conquistar...
Minha lágrimas teceram meu vestido de brisa, este me concedeu meu perdão. Não há força que dure para sempre.
sábado, 7 de março de 2009
Uma pausa pra sentir.
Hoje fechei os olhos para o sol. Fechei porque ardiam meus globos oculares, porque seu calor fazia-me suar as pálpebras, porque queimava-me sem a doação da sombra.
Eu fechei os olhos para o sol. Eu, justo eu que tanto o consagro, o venero, o vigio.
E rejeitando os raios pelos quais rezo, renegando as explosões dos átomos em plena dança e arte, pensei ser ingrata. Senti tristeza por não amar ao sol incondicionalmente, senti falta de desejá-lo.
E sofrendo um pouco assim, sem jeito, na luz escura que surgiu entre o sol e meus pensamentos deixei-me caminhar na sua ausência. O frescor aliviou-me o cansaço, devolveu-me o vigor. Foi lindo deixá-lo...
As vezes isso acontece. Um dia comum em que o mundo me faz refletir. Somos todos tão pequenos, somos todos que não cabemos no universo. A alma expande, o coração grita estrelas. O meu tem gritado luas...
Mas a noite passa, o destino escreve, o vento leva os abraços e sabemos que tudo ficará bem.
Vai ficar tudo bem meu bem...
Eu fechei os olhos para o sol. Eu, justo eu que tanto o consagro, o venero, o vigio.
E rejeitando os raios pelos quais rezo, renegando as explosões dos átomos em plena dança e arte, pensei ser ingrata. Senti tristeza por não amar ao sol incondicionalmente, senti falta de desejá-lo.
E sofrendo um pouco assim, sem jeito, na luz escura que surgiu entre o sol e meus pensamentos deixei-me caminhar na sua ausência. O frescor aliviou-me o cansaço, devolveu-me o vigor. Foi lindo deixá-lo...
As vezes isso acontece. Um dia comum em que o mundo me faz refletir. Somos todos tão pequenos, somos todos que não cabemos no universo. A alma expande, o coração grita estrelas. O meu tem gritado luas...
Mas a noite passa, o destino escreve, o vento leva os abraços e sabemos que tudo ficará bem.
Vai ficar tudo bem meu bem...
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Cansaço.
Por que me permito ser o tracejado que não se completa?
O rascunho, as colchias, a parte de trás da flecha?
Por que me deixo ser, do quebra-cabeça, a peça extra?
O fantasma da foto, o caule da flor, a sobra da reta?
Por que me engano que ganho quando me calo?
Acho que já não é, só porque não falo?
Por que, e eu insisto, por que?
O que me faz me amar menos que a você?
O rascunho, as colchias, a parte de trás da flecha?
Por que me deixo ser, do quebra-cabeça, a peça extra?
O fantasma da foto, o caule da flor, a sobra da reta?
Por que me engano que ganho quando me calo?
Acho que já não é, só porque não falo?
Por que, e eu insisto, por que?
O que me faz me amar menos que a você?
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Nunca te fiz nada, delirei.
Sempre sorri pro seus olhares,
sempre brindei suas conquistas.
Ri dos tropeços e visiteis seus becos, ou não.
Nada é certo aqui, nesse sonho, nessas férias de realidade.
Você pode partir, eu posso ir embora.
Mas nos bares, nas esquinas, no meio da multidão...sentirei saudade.
você enche meus dias, nomeia minhas cervejas.
divide meu pensamento.
Enfim.
Que caiam os flócos de neve, que venha o sol do verão, que as missas sejam breves e as insignificâncias eternas.
Que venha o nascer-do-sol, as borboletas em flores, as águas de março...
Não me importam as horas, deixei as razões...quero você aqui, perto, pra escutar comigo essa canção.
Sempre, do curto prazo que me estendo, senti.
Fique, ou voe pro horizonte, eu nos vivi.
sempre brindei suas conquistas.
Ri dos tropeços e visiteis seus becos, ou não.
Nada é certo aqui, nesse sonho, nessas férias de realidade.
Você pode partir, eu posso ir embora.
Mas nos bares, nas esquinas, no meio da multidão...sentirei saudade.
você enche meus dias, nomeia minhas cervejas.
divide meu pensamento.
Enfim.
Que caiam os flócos de neve, que venha o sol do verão, que as missas sejam breves e as insignificâncias eternas.
Que venha o nascer-do-sol, as borboletas em flores, as águas de março...
Não me importam as horas, deixei as razões...quero você aqui, perto, pra escutar comigo essa canção.
Sempre, do curto prazo que me estendo, senti.
Fique, ou voe pro horizonte, eu nos vivi.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
adeus para libertar
Meus dedos ansiavam as letras, mas não sabiam escolhê-las.
Tanta coisa tem me passado pela cabeça...regredi.
Como se eu lesse jornais passados, peguei-me a visitar minhas antigas notícias.
Antigas escolhas, antigos amigos, antigos amores... Estive num museu de mim. Pensamentos me ocorriam e corriam.
Vi as fotografias de quem fui, e relembrei quem esteve comigo. Momentos do passado, que foram meu caminho pro presente.
Não sabia o que fazer com essas lembrancas, carregá-las era estar presa, deixá-las era se perder. O que fomos ou vivemos é o que nos permite ser e viver o que queremos. Como esquecer tudo então, para estar leve, para estar livre, se leve demais voa para o nunca mais?
Foi então que um som tocou meu coração. Coloquei minha vida nas sinfonias de Beethoven, Mozart, Bach. Nos violinos foi-se minha infância, no som das flautas deixei partir meus rancores, nas teclas do piano chorei as felicidades e os arrependimentos.
Nas pausas resgatei meus silêncios e gritei.
Quando a música ganhava velocidade abracei, em sonho, todos os quais senti saudade.
'Um beijo na testa meu bem, o que foi não volta jamais.'
Guardo minhas memórias nessas canções, sei que ali serão eternas mas permitirão-me dançar.
Por isso, adeus.
Tanta coisa tem me passado pela cabeça...regredi.
Como se eu lesse jornais passados, peguei-me a visitar minhas antigas notícias.
Antigas escolhas, antigos amigos, antigos amores... Estive num museu de mim. Pensamentos me ocorriam e corriam.
Vi as fotografias de quem fui, e relembrei quem esteve comigo. Momentos do passado, que foram meu caminho pro presente.
Não sabia o que fazer com essas lembrancas, carregá-las era estar presa, deixá-las era se perder. O que fomos ou vivemos é o que nos permite ser e viver o que queremos. Como esquecer tudo então, para estar leve, para estar livre, se leve demais voa para o nunca mais?
Foi então que um som tocou meu coração. Coloquei minha vida nas sinfonias de Beethoven, Mozart, Bach. Nos violinos foi-se minha infância, no som das flautas deixei partir meus rancores, nas teclas do piano chorei as felicidades e os arrependimentos.
Nas pausas resgatei meus silêncios e gritei.
Quando a música ganhava velocidade abracei, em sonho, todos os quais senti saudade.
'Um beijo na testa meu bem, o que foi não volta jamais.'
Guardo minhas memórias nessas canções, sei que ali serão eternas mas permitirão-me dançar.
Por isso, adeus.
Assinar:
Postagens (Atom)