quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Assopra a vela e toca

Serpentinas coloridas,
luz do sol em bailarinas
sapatilhas dançarinas
gargalhadas de meninas!
hoje a festa é no meu quintal
é festa de 'butiquim'
tem samba de carnaval
e tudo que é bom pra mim!
Sorrindo eu vou é cantando
os anos todos até aqui
Agradecendo eu vou é brindando
tudo de lindo que eu já vivi!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Versinho

Cacos e anedotas,
curtos vôos de deslumbramento,
cintilam ao céus em frações de tempo,
chovem admirados no quente cimento.
E então, anedotas e cacos
já encerrados, breves, extatos,
percebem seus atos: sofrimento!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Quietude

Meu silêncio hoje é triste. É um silêncio de choro velho, de cansaço arrependido, de esperanças mal dormidas, de desejo em tons de cinza.
Hoje meu silêncio é vazio. É uma solidão medrosa, uma conversa sem prosa, uma flor que acabou de dormir.
É um pedido de colo, uma saudade de amor, uma fraquesa escondida.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Voar

Aprendi que a velocidade formiga a felicidade.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Folhas de Agosto.

Encontrei uma paz no vazio. Não houveram noites mal dormidas, não houveram profundas feridas.
As folhas de Agosto cairam brancas, brandas sobre a minha existência.
Não senti arrepios, não vibrei, mas respirei com mais calma, com mais tempo de ar.
Foi leve, meio triste, meio solidão. Como um dia de nuvens, de brisa mansa, de livro na mão.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Anne, de s amada...

Ela acelerou os passos, passou rapidamente pelo corredor do escritório. Seus lábios estavam apertados, ela prendia a respiração. Bateu a porta do banheiro e, finalmente ausente de presenças, pode soltar o ar. O ar e as lágrimas.
Como doia. Uma dor física.
Alisou com os dedos o contorno de suas sombrancelhas, tentando desesperadamente encontrar a solução para aquilo que a machucava. Sabia que tinha que esperar. Esperar o tempo, esperar que a dor fosse embora.
Secou suas bochechas avermelhadas, apoiou-se na pia e levantou a cabeça a fim de encarar seus olhos, seu sofrimento. Era a hora de aceitar.
Ela acreditava no amor, ela sofria o amor, ela errava o amor...
Respirou fundo, a dor estava lá. Iria um dia embora?
Anne juntou suas mãos, deixou cair suas pálpebras por alguns segundos, sussurrou pedidos secretos, e, veloz e decidida, abriu a porta e saiu daquele pequeno calabouço.
Parecia estar um pouco mais frio, ou ela se sentia um pouco mais leve.
Fez uma pausa antes de voltar às tarefas. E depois desses minutos profundos o trabalho ocupou sua atenção.
A noite Anne abriu uma garafa de vinho malbec, tomou duas taças lendo um livro. Ficou descalça, desligou o celular. Lavou a pouca louça ouvindo Debussy. A noite foi quieta.
Ela dormiu bem.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Notícia.

Quatro xícaras de café na mesa, um cinzeiro com dois tocos de cigarro, as cadeiras afastadas, cada uma para um lado.
Ela lia no sofá. A sala estava limpa, mas haviam caixas de pizza, de lanche, de batatas fritas e de yakissoba amontoadas em cima da mesa de centro. A lua deixava sua luz em rastro pela janela, o vento assoviava quando o silêncio permeava a casa.
O telefone tocou e ela ainda o deixou tocar trez vezes para não perder o final da frase. Quando finalmente atendeu perdeu o livro todo.