terça-feira, 29 de novembro de 2011

Muda

As minhas palavras se calaram... perderam em si a coragem...
são quietas, indiferentes, nada dizem mais de mim...
Muitas coisas se calaram...perderam em si o sonho...
são passado, vazias, nada tiveram de mim...
Crescer dói imaterialmente... dói e não há mais lágrimas que curem,
dói e não há outras verdades...dói e é preciso entender que sempre doerá.
Crescer é um calar de palavras...É um estar são para não ser louco...
é olhar pro mundo e inventar sentidos, sentidos já inventados.


domingo, 25 de setembro de 2011

Felicistreza

Ai meu coração...
está em pleno tiroteio!
Feliz vem a emoção
e triste se faz pesadelo.

Estala no meio do peito!
Arde todo pensamento...
Está suspenso,
em antítese de sentimentos...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Tristeza

Quando do teu berço, amor, cairem as estacas,
Não te apavores, ficas em teu lugar.
As estacas sempre caem,
E eu dividirei contigo o ar pesado...

Meu ombro acolherá teus olhares
Tuas mãos terão minha companhia
E as trevas hão de passar.
Eu cuidarei das tuas tristezas.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Identidade

A minha identidade,
aquela perdida danada!
vadia pela vida,
fugindo por cada estrada...

Não sabe pra onde vai,
não sabe de onde vem.
Se esbanja e depois se contrai,
com medo de si mais ninguém!

Identidade indecisa...
Quer o mundo e toda gente.
Mas depois vê que só precisa
daquele amor incocente.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Congelados

O frio abraça os meus dedos,
Levanta delicadamente os meus cabelos
E brinca com a minha nuca,
Ele vai passeando pelas frestas
Dos casacos, dos sapatos
Se infiltra em minhas meias
Morde as pontas dos meus pés
Escala dançante as minhas pernas
Senta em meu nariz,
Mesmo assim sinto-me feliz.
O frio de fora a gente espanta
O frio interno é que amedronta!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O que ouves?

As vezes perdemos a voz. E mesmo que entre as trilhas do sangue pulse em nós o desejo de dizer, nada sopra som. Nada ecoa.
Perder a voz faz parte.
Reencontrá-la, é arte.
Com voz, os silêncios são menos vazios.
A casa é companhia.
A ideia vira poesia.
Dizer, gritar, sussurar.
não opiniões, discurssos, assaltos.
Dizer, gritar, sussurar identidades.
Verdades de nós, ou mentiras, que ninguém mais possuí.
A voz. O que ouves?

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Falling

As if a devil had put his hands on me
I felt like giving up
I'm not strong enough, I never was

Dying with an empty heart
my blood drying, leaving wastes
I had nothing else to feel

That desperate song,
my weakness awake
It's less I needed to depart

But, as if an angel had put his hands on me
your love saved myself
and there was still hope