segunda-feira, 8 de junho de 2009

Pulsação

Ele correu na beira da estrada.
Ao lado da ausência de estrada havia um campo amarelo. Trigo, mato seco, feno, não sei, só sei que era amarelo.
Seus olhos corriam entre carros, asfalto e céu azul.
O tênis e a pequena fração de tempo do toque. Tum. Pulsavam ele e todo seu mundo.
Ele pensava naquilo, sua velocidade e seu sangue gastavam seus pensmentos. Era bom.
O ar entrava, o ar saia. O ar era frio, o corpo era quente.
Em um certo momento ele sentiu-se leve, achou que não mais corria, voava.
E começou a ver-se cada vez mais longe daquilo.
A estrada era agora o seu caminho, e ele não podia parar, parar poderia ser cair.
Cada vez mais gastos a cada passo, os pensamentos foram deixando de existir...
Aquilo agora era memória, e ele estava pronto pro que havia de vir.

2 comentários:

Lucas Grosso disse...

Lindo!

Anônimo disse...

Oi Laurinha,
Adorei esse seu poema, não sou muito boa para interpretar rsrs, mas me deu uma sensação boa, gostosa. Acho que a idéia de renovação
Ab
Mariana