terça-feira, 1 de junho de 2010

Um espaço no tempo.

O tempo é manjado, mas é pertinente! Também, até mesmo quem vive sem tempo está incluido nele! O tempo é tudo. O tempo faz falta, o tempo faz tédio. Ensina, cura, muda.
Estive fazendo alguns paralelos com o tempo. O tempo e as pessoas. O tempo e o trabalho. O tempo e os estdudos. O tempo e os amigos. O tempo e o amor. O tempo e eu, no meu tempo.
As pessoas tem tempos diferentes, elas são agregadas às nossas vidas em conexões de momentos. As vezes elas permanecem, as vezes são fugazes. E essas relações dependem do tempo que desprendemos para elas, e elas para nós. Os amigos são as pessoas as quais dedicamos mais tempo para estar perto, para ouvir, para dividir. Os amigos são compartilhadores de muitos tempos.
Enquanto o relógio vai passando, as amizades vão sendo construídas, nós estudamos e trabalhamos. Periodos do dia, da noite. De segunda à sexta, de terça à domingo, só de quarta, só de final de semana, todos os dias!
Ao longo das 24 horas, 1 mês, 1 ano, 2, 3, queremos nos ver melhor do que éramos no tempo passado. Queremos aquisições! De títulos, salários, bens, diplomas, conhecimentos, páginas e mais páginas em nossos currículos. Não se pode perder tempo! Afinal, qual é o limite do mundo? Até onde se pode chegar? O tempo futuro é promissor.
E o tempo do amor? O amor precisa de paciência. Primeiro porque somos todos virgens de amor, é preciso aprender a amar. O tempo ensina. Aprender demora.
Lembro das minhas paixões, das dores que me causaram, das memórias que deixaram, dos soluços e sorrisos. As dores, antes enraizadas, pertinentes, foram amenizadas, esquecidas. As lições que trouxeram ainda fazem parte de mim.
Eu me vejo num tempo esquisito. É uma mistura dos sonhos que eu determinei que realizaria até certo tempo, e das realidades do meu tempo que não foi calculada nos sonhos.
É hora, é hora! A pressa esstá por aí!
Preciso de calma, de freios líricos, de paciência romântica!
Quero respirar mais tempo, contemplar meus dias, confabular com amigos, cuidar e cultivar o amor.
Tempo, estou de férias!

2 comentários:

Bruno disse...

Que engraçado!Ontem,sábado, eu estava conversando,com uma amiga, sobre o tempo.Depois de horas e horas de reflexão,chegamos a conclusão que o tempo é um inimigo.Estamos sempre lutando, lutando, mas nunca conseguiremos vencê-lo.
Legal o seu texto.

Henriberto disse...

O tempo é solitário. Situa-se sempre entre o passado e o futuro, mede-se em dias de chuva e de sol. As vezes o tempo é nublado e sempre anoitece.
Cresce em sementes caídas de árvores e de animais, de um jeito e de outro.
O vento é o tempo que voa, a chuva é o tempo que molha, a noite é o tempo que esconde. A gente, foi o tempo que passou, e que ainda passa.
Henriberto