quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Sem saudade do que não se foi.

Alguns passos e quero chorar...
É essa solidão que é só minha. Minha, e que ninguém conhece. Talvez conheçam as suas, as deles, não a minha!
Ela é surda para qualquer conselho. Ela é muda para qualquer ombro.
Não há voz em mim que grite toda minha solidão. Não há força que a faça calar.
As vezes inquieta-me. Quero vomitá-la! Vem como uma ânsia sorrateira que desperta bruscamente no silêncio dos meus pensamentos, e desejo jogá-la para fora, no mesmo instante em que chega a minha consciência.
As vezes agrada-me. Convence-me de que sou eu, sozinha, que me levo pelo mundo, e nada pode quebrar-me se só estou.
Mas a verdade é que estou cansada de mim. Farta de mim. Cheia de mim.
Sei que é minha, não posso dá-la e nem dividí-la...mas poderia, em um dia de sol, andando com os pés nus a encontrar o orvalho da manhã, esquecê-la num canto qualquer do caminho...
Deixar a solidão viver-se de si.

5 comentários:

Whisky bemol disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Whisky bemol disse...

O que eu tinha escrito tinha ficado ruinzinho...

Enfim... Eu realmente não sei bem que lhe dizer sobre isso =[

Mari disse...

Como pode alguém tão cheia de vida,de graça,de amigos, sentir tanta solidão?!

Angela disse...

Hoje esse texto é meu...É como eu me sinto... Você é maravilhosa!!

Angela disse...

Hoje esse texto é meu...É como eu me sinto... Você é maravilhosa!!